22 de agosto de 2013

Três anúncios, um mesmo programa e nenhuma verba. É assim que o governo do PT gerencia o PAC das Cidades Históricas

O anúncio do PAC das Cidades Históricas, feito pela presidente Dilma como sendo uma novidade, mostra bem as artimanhas utilizadas pelo governo do PT para criar um Brasil que só existe nas promessas e propagandas do partido.

Em 2009, o então presidente Lula se valeu da demanda latente de vários municípios – muitos deles mineiros – em restaurar e manter a conservação do seu patrimônio histórico para lançar, em Ouro Preto, o programa que nunca engrenou.

As promessas do PAC das Cidades Históricas nunca foram além do palanque usado por Lula naquela época. Até que, em 2013, o PT resolve ressuscitar o programa e a presidente Dilma volta a anunciar uma série de investimento – já prometido por Lula – que, até hoje, nunca ninguém viu ser aplicado num monumento histórico sequer.

A ‘tapeação’, como definiu Augusto Nunes, pode ser comprovada em três vídeos que o próprio colunista divulgou em seu blog. Neles, Lula e Dilma se comprometem com a implementação de um programa que, pelo tempo, já devia estar em fase acelerada de execução.

A contar pelos R$ 140 milhões que, segundo Lula, seriam liberados ainda em 2009, somados aos mais de R$ 1 bilhão prometidos por Dilma, os 44 municípios brasileiros a serem contemplados pelo programa terão muito o que comemorar se um dia virem, de fato, este dinheiro chegar.

 

Charge publicada no site do PSDB

Em MG, Dilma lança mesmo programa pela quinta vez

 

Crédito: Fernando Cabral

 

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