17 de fevereiro de 2012

Sem planejamento: nova presidente da Petrobrás, estatal federal, enterra dinheiro do contribuinte

Dinheiro público na gestão do Governo Federal do PT também vai parar debaixo da terra. Parece estranho esta afirmação, mas foi justamente o que a nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, ordenou que fizessem com R$ 51 milhões pagos numa máquina usada na construção do gasoduto em Caraguatuba-Taubaté. Para não atrasar a entrega da obra, a presidente da estatal mandou que enterrassem a máquina comprada com o dinheiro do contribuinte brasileiro.

O gasoduto era uma obra incluída no Plano de Aceleração de Crescimento (PAC) para levar o gás natural extraído da bacia de Santos até Taubaté. Obcecada pelo cumprimento dos prazos, Foster, autorizou a perfuração de 140 metros de túnel para o abandono do equipamento. A decisão foi aprovada pela diretoria executiva da Petrobras no fim de 2010, que na época era comandada pela atual presidente da estatal..

Para a deputada Luzia Ferreira, do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a medida demonstra total despreparo do Governo Federal no planejamento e execução de obras importantes para o país. “Isso denota que o tal planejamento da presidente Dilma, o que também seria o perfil da nova presidente da Petrobrás, não é verdade. Se tivesse sido uma obra planejada, não teriam enterrado literalmente R$ 51 milhões”, criticou.

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Uma gestão eficiente, na avaliação da deputada, requer planejamento, controle e fiscalização. “É imprescindível para que se cumpra o cronograma e não tenhamos essas notícias vexatórias que é enterrar dinheiro do contribuinte”, declarou. Ela lembrou que o dinheiro enterrado poderia estar sendo usado em casos emergênciais, como na recuperação de municípios devastados pelas chuvas do início do ano e na promoção da dignidade das famílias que perderam tudo o que tinham com essa tragédia.

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