9 de janeiro de 2015

Secretariado de Pimentel tem indicados a vaga remunerada em conselho e reajuste salarial de 50%

Com menos de 10 dias de governo, as medidas impopulares e contraditórias de Fernando Pimentel não param. Mesmo sem aprovar o reajuste salarial dos servidores, o novo governo já enviou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) projetos que visam o inchaço da máquina pública e aumento de salários dos secretários e do próprio governador.  Agora, matérias do jornal Hoje em Dia publicadas nesta sexta-feira (09/01) revelam que além do reajuste, que poderá ser de 50%, três secretários de estado já estão indicados pelo governador ao conselho da Cemig – onde a remuneração de conselheiros é de R$ 6,6 mil.

A indicação desmascara o discurso do próprio líder do governo na Assembleia, deputado Durval Ângelo, que disse à imprensa que o aumento de salário dos secretários seria compensado pelo fim da remuneração de conselhos a secretários. Não é verdade. Pelo o que tudo indica, além do aumento absurdo dos salários, os secretários  continuarão recebendo remuneração dos cargos dos conselhos que ocuparem.

Foram indicados ao conselho da Cemig os secretários Helvécio Magalhães, do Planejamento, Marco Antônio Rezende Teixeira, de Relações Institucionais, e José Afonso Bicalho, de Finanças. E parece que nem mesmo a base petista na ALMG concorda com as últimas ações de Pimentel. Em declaração à imprensa durante a semana, o líder do governo na casa, deputado Durval Ângelo, afirmou que o reajuste salarial dos secretários serviria para “acabar com a hipocrisia de secretários que participam de conselhos para aumentar a remuneração”.

Para o deputado Duarte Bechir (PSD), o PT mostra que está se valendo do ditado popular que diz ‘faço o que eu falo, mas não faça o que eu faço’. “Quando o líder do PT na Assembleia, deputado Durval Ângelo, criticou secretários de estado que recebem indicações nos conselhos de estatais, ele se esqueceu de dizer que o próprio governador recebia, quando era ministro, por dois conselhos para os quais foi indicado. Estaria então Pimentel simplesmente complementando o seu salário? O governo do PT já começa mal”.

O deputado reforça que o primeiro ato deste governo na ALMG priorizou a sua equipe de governo em detrimento aos servidores do Estado. Enquanto o aumento de secretarias e o reajuste salarial de secretários tramitam como urgência, seguem parados na pauta da Assembleia, além do reajuste de 4,6% dos servidores, projetos importantes para a população, como os que tratam do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e o Orçamento do Estado.

“O primeiro projeto do novo governo se preocupa em melhorar o ganho daqueles que irão ajudar o governador e esquece daqueles que carregam o Estado em seus ombros, a quem devemos sempre ter o primeiro olhar da responsabilidade”, concluiu Bechir.

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