9 de setembro de 2013

Ritmo lento marca conclusão de obras do PAC. Em sua segunda fase, programa do Governo do PT não engrena em Minas

Os inúmeros anúncios de obras e investimentos do PAC 2 já renderam algumas visitas da presidente Dilma Rousseff a Minas Gerais. Em todas essas visitas, a presidente tem feito promessas que não são cumpridas. Basta olhar o balanço das ações do programa no Estado, ele mostra com clareza o baixo nível de execução e comprometimento do governo do PT com as demandas dos mineiros.

Dentro da segunda fase do PAC, as ações voltadas para a construção de creches e unidades de atendimento à saúde estão com índice de conclusão na casa de 1%. Pasmem, mas é exatamente com este ritmo – desacelerado – que o governo federal toca as obras em Minas.

Os dados, que foram apurados e divulgados pelo jornal O Tempo, revelam que os índices também são baixíssimos até mesmo nas áreas consideradas “xodó” da presidente. Este é o caso do ‘Minas Casa, Minha Vida” que tem atualmente no Estado apenas 39% de obras concluídas.

Ao analisar as áreas de Transportes, Energia e Água e o Luz para Todos, a reportagem também constatou aquilo que, infelizmente, não é mais novidade: o descaso do governo federal com os mineiros. As três áreas estão com taxas de finalização em torno de 20%.

Sem execução

Esses números comprovam o que o Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) já vem denunciando há bastante tempo: a dificuldade do governo do PT de tirar projetos importante do papel. Na avaliação da deputada Luzia Ferreira, o PAC, na verdade, está sendo utilizado mais como ferramente de marketing do que como instrumento capaz de trazer o desenvolvimento ao país.

 

deputada Luzia Ferreira

“A famosa gerente eficiente, que controlava e fazia as coisas andarem não é bem verdade. Hoje, além de ser uma gerente, ela tem poder de presidente e nem isso foi suficiente para dar agilidade à execução das obras”, avaliou a deputada Luzia Ferreira (PPS).