12 de dezembro de 2013

Resultados da má gestão do PT: ações da Petrobras caem e prejuízo é de R$24 bilhões

Os resultados do trabalho do governo federal do PT com a Petrobras não deixam dúvidas das falhas de gestão. Para controlar a inflação, o governo não reajusta os preços dos combustíveis e força a Petrobrás a vendê-los com prejuízo; descapitalizada, ela se endivida mais do que permite o bom senso para cumprir o plano de investimentos ditado pelo governo; com o caixa em baixa, ela investe menos em expansão da produção no País e recorre à importação de derivados para suprir a demanda; este ano ela já acumula um déficit comercial de US$ 19,5 bilhões, prejudicando o resultado global da balança e contribuindo para elevar o déficit em conta corrente, que já está na perigosa marca de 3,7% do PIB. O resultado é um mercado financeiro que não confia na empresa e que em 02/12 culminou na maior queda diária das ações da Petrobras desde 12 de novembro de 2008, auge da crise econômica internacional. A queda deste mês foi de 10,37%. Em apenas um dia, a Petrobras perdeu R$ 24 bilhões em valor de mercado, o que a fez cair duas posições no ranking de maiores petroleiras da Bloomberg.

Mesmo antes dos desastrosos resultados na bolsa, economistas de todo o país já comentavam o absurdo guiado pelo governo Dilma Roussef para atingir a meta da inflação. Ao congelar o reajuste de preços do combustível, o governo tira a autossuficiência da Petrobras que, com sua receita afetada, não produz o esperado. O ministro da fazenda e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Guido Mantega, já chega a declarar que o governo pretende voltar a cobrar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que incide sobre os combustíveis. Afinal, há quase três anos a Petrobras sangra seu caixa em até US$ 1 bilhão por mês ao importar combustíveis a preços mais altos no mercado internacional para suprir a demanda interna, sem poder repassar a diferença às bombas, o que estouraria metas de inflação do governo.

Após longas e difíceis negociações com o governo, a Petrobras conseguiu aprovar, no fim de novembro, um reajuste de 4% nos preços da gasolina e de 8% no óleo diesel em suas refinarias. O aumento, contudo, não elimina a defasagem em relação aos preços internacionais, que tem impacto negativo no caixa da Petrobras.

Para o deputado Bonifácio Mourão (PSDB), o que se vê é o resultado do desserviço feito pelo governo do PT à Petrobrás. “Impressionante o descaso do governo federal, o desajuste, a falta de planejamento. Veja o caso da Petrobrás. A Petrobrás teve uma queda de 10% na bolsa, o que significa uma perda de R$ 24 bilhões de reais. Caiu de R$ 243 bilhões para R$219 bilhões. Sabe o que isso significa? Significa um prejuízo maior que o lucro do leilão dos aeroportos. Somando os leilões de Confins e do Galeão o resultado foi menor do que o prejuízo que vemos agora. A Petrobrás nos últimos 5 anos nunca tinha caído tanto, e agora uma queda que representa perda de R$ 24 bilhões. Isto é o resultado de um governo desajustado, sem planejamento – como está o governo Dilma Roussef.”- afirmou Mourão.

A comparação entre os prejuízos da Petrobras e os lucros dos leilões feita pelo deputado Mourão pode ser ainda mais analisada. Em 2013, somam-se aos prejuízos da petroleira estatal, além dos R$24 bilhões a menos nas ações, os R$ 19,5 bilhões de deficit comercial acumulados. Enquanto isso, a terceira rodada de concessões de aeroportos brasileiros – onde estavam incluídos os aeroportos de Confins(MG) e do Galeão (RJ) – garantiu ao governo Dilma Rousseff uma arrecadação de R$ 20,8 bilhões. Já o leilão do Campo de Libra, o Leilão do Pré-Sal, rendeu um bônus de R$ 15 bilhões. Os prejuízos recém divulgados da Petrobras já consomem todo o lucro dos últimos leilões do governo federal.

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