22 de agosto de 2012

Políticas públicas de enfrentamento às drogas, adotadas em Minas Gerais, são referência para o Brasil

O pioneirismo do Governo de Minas em adotar e aperfeiçoar políticas públicas sobre as drogas tem sido referência para vários outros estados do país. As ações do executivo voltadas à prevenção e ao tratamento dos usuários já refletem bons resultados e o próximo passo do governo será o de integrar todas as ações no sentido de, não somente acompanhar e tratar, mas também coibir a entrada de drogas e entorpecentes dentro do Estado.

O que Minas Gerais está desenvolvendo, conforme explicou o secretário adjunto de Defesa Social, Denilson Feitoza, é uma política de enfrentamento às drogas que está sendo chamada de “ciclo completo”. “Além desse trabalho maravilhoso que já está sendo em Minas Gerais, que a gente chama de eixo cuidado, ou seja a saúde e a assistência, a gente quer ter um ciclo completo, que abranja a prevenção. Precisamos evitar que as pessoas se tornem dependentes químico”, afirmou.

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A proposta do Governo de Minas é criar uma política consistente de Estado voltada também para a prevenção e a repressão às drogas. “Nós sabemos que Minas Gerais não produz drogas e nós já sabemos de onde vem a maior parte delas”, explicou Feitoza. Para ele, na ausência de uma política nacional eficiente de combate à entrada de drogas pelas fronteiras do país, caberá ao executivo mineiro desenvolver um trabalho de repressão coerente e bem planejado para reprimir a entrada e comercialização das drogas. O secretário explicou que este trabalho, chamado de consórcio, será uma ação conjunta entre os estados.

Feitoza participou na tarde desta terça-feira (21/08) de audiência pública promovida pela Comissão Especial para o Enfrentamento ao Crack da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A reunião também contou com a presença de representantes de 15 estados brasileiros que compõem o Fórum Brasileiro de Gestores sobre Drogas. Neste ano, a terceira edição do fórum acontece em Minas Gerais e pretende criar uma agenda permanente entre a União, Estados e municípios para desenvolver e aprimorar políticas públicas de combate às drogas.

“As politicas sobre drogas só vão aferir os resultados necessários à sociedade quando a integração das várias práticas forem possíveis. O Fórum Brasileiro de Gestores veio a Minas Gerais colher essas experiências e trazer as referências que foram implantadas no Brasil a partir deste diálogo. Construir essas políticas é o desafio e o objetivo é unificar esses esforços” afirmou secretário estadual de Políticas sobre Drogas, Clóvis Benevides, um dos convidados da audiência pública.

Alcoolismo

O coordenador de Políticas para as Drogas do Estado de São Paulo, Luiz Alberto Chaves de Oliveira enfatizou que Minas Gerais tem se destacado na adoção de ações voltadas para minimizar os impactos das drogas na sociedade. “A primeira subsecretária no tocante às drogas, no que se refere à órgão executivo, foi criada em Minas e hoje essa prática já se dissemina para outras cidades e estados”, lembrou.

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Oliveira chamou a atenção para o impacto das chamadas drogas lícitas no Brasil. Segundo ele, a mídia tem destacado o problema do crack, mas se esquece de que o álcool é a droga mais consumida no País. O gestor estima que aproximadamente 25% da população brasileira seja viciada ou faça uso nocivo de bebidas alcoólicas. “Não basta só cuidar dos casos graves, é importante cuidarmos de todos os casos, desde os que estão se iniciando e até mesmo os que ainda nem se iniciaram”.