29 de março de 2013

Poder público e sociedade civil unem esforços para melhorar o atendimento aos pacientes com esclerose múltipla

A adoção de medidas públicas que possam sanar as dificuldades no atendimento aos pacientes com esclerose múltipla motivou o encontro de representantes do poder público, sociedade civil e a comunidade médica na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na manhã desta quarta-feira, 26 de março. O objetivo é aproximar os centros especializados na doença e os órgãos de saúde do Estado para que, juntos, possam desenvolver ações que facilitem o diagnóstico e promovam um tratamento mais eficaz.

Segundo médicos especialistas, a grande dificuldade em tratar a esclerose está no desconhecimento de informações sobre essa patologia. Os estudos avançaram muito nos últimos 30 anos, conforme afirmou o neurologista Antônio Pereira Gomes Neto, mas ainda é preciso difundir ainda mais os resultados das pesquisas sobre esclerose. “Com a aproximação da Secretaria de Saúde e os centros de excelência, ações mais efetivas poderão ser feitas para agilizar o atendimento e até mesmo ampliar o aporte de verbas para o tratamento em reabilitação, fonoaudiologia, psicoterapia e terapia ocupacional que são muito importantes para esses pacientes”, afirmou.

Para o deputado Fred Costa (PEN), que solicitou a audiência pública para debater o tema, a dificuldade em lidar com a doença e promover os procedimentos necessários aos pacientes ainda é uma realidade em grande parte dos municípios de Minas. “Não por incompetência ou negligência, mas sim pelo fato de ser uma doença rara”, explicou o deputado. Ele diz que a capacitação e orientação dos médicos é fundamental para se obter avanços no tratamento dessa patologia.

O superintendente de Redes de Atenção à Saúde Marcílio Dias Magalhães, que participou do debate representante o secretário Antônio Jorge, afirmou que o Governo de Minas Gerais tem ampliado seus investimentos de atenção à saúde em todo o Estado. Ele explica que por ser a esclerose múltipla uma doença de menor incidência a pressão social acaba sendo mais voltada para as patologias de maior ocorrência. Para Magalhães, a união de esforços das diferentes esferas da sociedade é fundamental para tornar a doença mais conhecida e, assim, desenvolver políticas públicas específicas para ela.