4 de dezembro de 2012

Obras em Confins estão com apenas 13% de conclusão. Atraso preocupa e pode colocar em risco comodidade dos passageiros

O atraso nas obras de reforma e expansão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, além de trazer inúmeros transtornos aos passageiros que utilizam o terminal, está colocando em risco o bom atendimento aos turistas que chegarão a Belo Horizonte para as copas das Confederações, em 2013, e do Mundo, em 2014. A empreitada, de responsabilidade da Infraero, do Governo Federal do PT, já deveria estar em fase de finalização, mas possui apenas 13% dos trabalhos concluídos.

Depois de fazer várias revisões do cronograma, a Infraero prevê que as obras no terminal 1, na ampliação da pista e de construção do terminal 3 sejam finalizadas em dezembro de 2013. A informação foi dada pelo superintendente Regional da Infraero, Mário Jorge Fernandes, aos deputados da Comissão de Esportes da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (04/12/2012), durante audiência pública para debater as obras do aeroporto.

O deputado Fred Costa (PEN), do Bloco Transparência e Resultado, destacou que o andamento das obras em Confins tem sido motivo de grande preocupação, principalmente em relação à baixa execução de todo o projeto. “São várias as preocupações que temos, dentre elas o período bastante extenso para pouca obra realizada até então. Pouco mais de 10% do total que é necessário de ampliação e modernização foi concluído”, afirmou.

Para o deputado, o terminal possui sérios problemas estruturais que vão desde o acesso viário até os locais de embarque e desembarque. “O aeroporto tem apresentando problemas de toda a ordem, desde acesso, estacionamento, check-in, embarque, desembarque e até nas esteiras”, avaliou Fred Costa. Ele lembrou que trata-se de uma construção antiga e que não consegue atender o crescimento das demandas do setor aéreo.

O deputado tem receio de, se as licitações necessárias para prosseguimento das obras dos três terminais não acontecerem com agilidade, as obras entrem em regime de urgência o que implicaria no risco de aumento dos custos e mau emprego do dinheiro público. “Queremos transparência e celeridade”, afirmou.

 

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