15 de maio de 2012

No Brasil do Governo do PT, saúde e educação são menos importantes do que os projetos militares da defesa nacional

Saúde e educação parecem mesmo não estarem entre as prioridades do Governo Federal do PT. Além de ter feito um corte de mais de R$ 7 bilhões no orçamento das duas pastas no início deste ano, o governo ainda se mostrou muito mais preocupado em investir na defesa nacional do que nas outras pastas. Isso porque nos últimos dez anos (de 2001 a 2011), o montante de R$ 35,7 bilhões aplicado na área da defesa superou, e muito, os investimentos feitos em saúde e educação (R$ 16,4 bilhões e R$ 22,9 bilhões).

O deputado Carlos Mosconi (PSDB) demonstrou surpresa com a inversão na lógica dos investimentos do governo. “Qual seria a razão de gastarmos mais com a defesa? Não tem nada mais prioritário num país emergente como o Brasil do que a educação e a saúde. A defesa, é claro, não pode ser desprezada, mas ela não pode gastar mais do que as outras áreas e num percentual bem mais elevado”, analisou o parlamentar que pertence ao Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

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Os números mostram o que o deputado Mosconi classificou como “enorme falha administrativa” do Governo Federal. Os R$ 35,7 bilhões investidos pelo Ministério da Defesa Nacional, entre 2001 e 2011, superou em mais do que o dobro os recursos aplicados pelo Ministério da Saúde e ainda foi quase R$ 13 bilhões a mais do que o desembolsado pelo Ministério da Educação. Os dados foram divulgados pelo portal Contas Abertas com base nos investimentos feitos pelas três pastas no mesmo período.

Lamentavelmente, essa vem sendo a postura do Governo do PT com as reais demandas da população brasileira. Não que os investimentos em projetos militares não sejam importantes, mas é com educação que se fortalece verdadeiramente uma nação. É dando uma assistência à saúde digna que os cidadãos e cidadãs brasileiras terão condições de contribuir para a construção de um país mais desenvolvido.  E nestes rankings – o da saúde e da educação -, infelizmente nós ocupamos sempre os últimos lugares.

Em nome da defesa nacional, como bem observou Carlos Mosconi, “a gente está penalizando as nossas crianças e nossos jovens com uma educação precária e estamos penalizando também nossos pacientes, que não tem como fazer um tratamento adequado”. Este é o Brasil que o Governo Federal quer mostrar em suas campanhas publicitárias milionárias? Fica a reflexão.

 

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