1 de dezembro de 2011

Não decolou: primeiro ano do governo Dilma revela baixo desempenho de programas importantes para o país

Foram quase 300 programas do Governo Federal do PT que tiveram recursos para execução autorizados para 2011 e, a menos de um mês para o fim do ano, pouco se viu de obras ou ações sendo realizadas. O montante previsto para os 298 projetos com dotação prevista para este exercício bateu a marca dos R$ 2 trilhões, mas, até novembro, mais da metade não chegou a desembolsar 50% dos orçamentos autorizados. Novamente, o discurso do Governo do PT não passou de promessas.

O mais preocupante é que dos R$ 1,3 trilhões que foram aplicados, o que equivale a 58,2% do total, R$ 67,2 bilhões foram destinados às despesas empenhadas em anos anteriores. Ou seja, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff foram priorizados os restos a pagar deixados por seu antecessor em detrimento às obras e projetos que atenderiam às reais necessidades da população. Os valores foram divulgados pelo portal Contas Abertas no dia 25 de novembro.

“Lamentamos que vários programas anunciados tenham seus recursos destinados à quitação de débitos assumidos pelo ex-presidente Lula. O que a gente espera é que 2012 e 2013 sejam anos promissores e que a presidente Dilma consiga ficar livre deste quantitativo de denúncias de corrupção e faça as obras prometidas em sua campanha”, afirmou o deputado Rômulo Viegas (PSDB).

Os compromissos assumidos em gestões anteriores estão se tornando um câncer na administração federal, expondo os problemas de gestão, falta de planejamento e compromisso do executivo. Isso sem falar nas crises provocadas por corrupção e irregularidades nos ministérios, que também contribuíram para o desempenho pífio das políticas públicas, especialmente aquelas previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na contramão das expectativas, o Governo Federal do PT fechará o ano com um balanço desolador de programas parados e obras que não saem do papel, conforme ressaltou o deputado Viegas, que é membro do Bloco Trânsparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo ele, os recursos previstos não são utilizados adequadamente, comprometendo o desempenho orçamentário dos programas com os chamados “restos a pagar”.

Áudio: deputado Rômulo Viegas

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