16 de agosto de 2012

Mobilização e articulação entre órgãos pode reduzir impactos causados pelas chuvas

Mais uma vez a Comissão Especial das Enchentes da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) se reúne com especialistas para levantar ações preventivas e identificar pontos que possam minimizar os impactos provocados pelas fortes chuvas que atingem o Estado anualmente. A audiência aconteceu nesta quinta-feira 16/08, no Plenarinho III da ALMG.

O presidente da Comissão, deputado Arlen Santiago (PTB), do Bloco Transparência e Resultado da ALMG apresentou requerimento solicitando a prorrogação por mais 30 dias para o prazo final da Comissão justificando que ainda há muito trabalho para se fazer.

“Estamos tendo um grande problema porque os órgãos federais não estão querendo vir até a nossa Comissão. Pedimos ao Ministro da Integração, pedimos para a Agência Nacional das Águas e também para o Dnit, mas eles não vem e não mandam ninguém para representar. Hoje apareceu o primeiro representante de um órgão federal, que foi da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) , mas infelizmente sem as informações técnicas necessárias”, criticou Arlen.

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A diretora de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e Eventos Críticos, ligada a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Zenilde das Graças Guimarães Viola participou da audiência e relatou que o órgão está fazendo um mapeamento do risco de inundação das cidades mais atingidas pelas chuvas em Minas Gerais. “As cidades estão localizadas principalmente na Zona da Mata e nas regiões Sul e Central. Futuramente o mapeamento será usado para a construção do Atlas de Vulnerabilidade a Inundações, da Agência Nacional de Águas (ANA), explicou a diretora.

Ao final da audiência Arlen reafirmou o seu descontentamento com a ausência de representantes dos órgãos federais. “Um dos objetivos da Comissão é fazer com que os órgãos se encontrem e busquem soluções para os problemas das enchentes, estamos vendo que eles não se articulam, um não conversa com o outro, isto tem que acabar”, desabafou o deputado.