4 de abril de 2013

Medidas da presidente Dilma para o setor elétrico provocaram prejuízo de R$ 6,8 bilhões à Eletrobrás, ligada ao governo Federal

A empresa de energia do país Eletrobrás, do Governo Federal do PT, teve em 2012 um prejuízo líquido de mais de R$ 6,8 bilhões em razão das mudanças que a presidente Dilma Rousseff aprovou para o setor elétrico do Brasil. Ao sancionar a Medida Provisória 579, Dilma mexeu no marco regulatório das companhias energéticas e deixou todo o setor em maus lençóis.

Reduzir o custo das contas de luz para a população brasileira tinha tudo para ser uma atitude louvável se, para isso, o Governo Federal do PT cortasse o seu próprio lucro, reduzisse os impostos que cobra dos brasileiros. Mas não, o governo do PT bate recordes e recordes de arrecadação e não divide esse bolo nem com estados, nem com os municípios e nem com a população.

Com a MP 579, a estimativa de queda no preço da energia vendida pelas usinas é de 70%. Segundo o jornal Estadão, o que mais influenciou o prejuízo na Eletrobrás foram justamente as mudanças provocadas pela MP. De acordo com o jornal, a redução foi de 284,3% em relação ao lucro de R$ 3,733 bilhões obtido em 2011.

Ao analisar os números da Eletrobrás, o líder do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Lafayette de Andrada (PSDB), comparou o desempenho da empresa ligada ao Governo do PT com o da Cemig. “A Eletrobrás não teve a mesma capacidade de gerenciamento que a Cemig. Em 2012, enquanto a Eletrobrás teve prejuízo de R$ 6,8 bilhões, a Cemig alcançou o maior lucro líquido desde a sua fundação: R$ 4,3 bilhões”, disse.

Deputado Lafayette de Andrada

Passando pelas mesmas mudanças regulatórias impostas por Dilma ao setor, ainda assim o aumento na companhia mineira foi de quase 80%, se comparado a 2011 (R$ 2,3 bilhões). O maior impacto sobre o lucro líquido se deu em função da liquidação antecipada do contrato de cessão de créditos da conta de resultados a compensar. O Estado de Minas Gerais, nosso acionista majoritário, decidiu antecipar o pagamento desse contrato, o que gerou um ganho financeiro superior a R$ 2 bilhões.