15 de abril de 2013

Mais promessas não cumpridas do PT: programa Água para Todos não tem nem a metade das cisternas prometidas

Previsão do Governo Federal era investir R$ 2,9 bilhões em 750 mil cisternas. Número de equipamentos construídos não passou de 270 mil

 

Em dez anos o Governo Federal do PT fez muito pouco, ou praticamente nada, para solucionar o problema da seca no país. As ações são inconsistentes, mal planejadas e não surtem resultado. Elas servem apenas de propaganda eleitoreira e nada do que se é anunciado sai papel, seja em obras grandes como a transposição do Rio São Francisco, seja em pequena ações como a construção de cisternas.

Lançado em 2011, o programa Água para Todos é um exemplo dos programas do PT que não vão para frente. A previsão era investir R$ 2,9 bilhões na construção de 750 mil cisternas até 2014, mas, até hoje, apenas 28% dos recursos foram aplicados e o número de equipamentos instalados não passou de 270 mil.

O líder do Bloco Transparência e Resultado, deputado Lafayette de Andrada (PSDB) lamenta a falta de compromisso do Governo Federal e espera que “essa não seja mais uma promessa vazia e, como sempre, não cumprida”. Ele afirma que é preciso acompanhar e cobrar resultados do programa. “Como se não bastasse o drama vivido por milhares de empreendedores e agricultores que vivem em regiões atingidas pela estiagem, eles ainda tem que conviver com o desrespeito do governo do PT”, criticou.

 

Deputado Lafayette de Andrada

Antes desse programa, o Governo Federal já havia se comprometido com outra iniciativa para levar água às famílias que sofrem com a seca e também não fez seu dever de casa. Há dez anos, a sociedade civil se mobilizou em torno do projeto 1 Milhão de Cisternas (P1MC), uma ação que, no quesito financeiro, depende principalmente do governo, além de doações da iniciativa privada. O programa tem registrado baixíssima execução justamente pela inconstância dos repasses públicos federais.

A meta de um milhão de cisterna já era para ter sido alcançada em 2008, ajudando a amenizar os impactos da maior estiagem dos últimos 50 anos. De acordo dados levantados pelo jornal O Globo com a Articulação do Semiárido (ASA), rede formada por organizações da sociedade civil que coordenam o projeto, elas somavam 419.178 até fevereiro deste ano, ou seja, menos da metade do previsto.