4 de julho de 2012

Má Gestão: PT faz reforma cara no Palácio do Planalto e obra apresenta defeitos

Rachaduras, problemas hidráulicos, trincas no chão e paredes. Em menos de dois anos de sua reforma, que custou R$ 111 milhões aos cofres públicos, o Palácio do Planalto vem apresentando falhas preocupantes em sua estrutura. Não são poucos os problemas detectados na obra, cujo custo final foi R$ 33 milhões a mais do que o previsto. Desde 2010, quando foi concluída a reforma, o Palácio do Planalto já apresentou inúmeros defeitos de construção, como mostrou a reportagem do jornal Estado de Minas.

Fora o fato de ser uma obra pública que deveria ter sido melhor supervisionada e com aplicação mais adequada do dinheiro público, estamos diante de problemas de engenharia e que devem ser imediatamente resolvidos. “Toda cautela é importante. Nós achamos que os engenheiros que fizeram esta obra são responsáveis. Não queremos aqui fazer nenhum alarde, mas simplesmente comparar o comportamento do PT”, enfatizou o deputado Rômulo Viegas (PSDB), vice-líder do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O comportamento petista ao qual Viegas se refere é o da contradição, o da velha máxima de sempre recorrer a ‘dois pesos e duas medidas’. Em Minas Gerais, onde é oposição, o PT utiliza do oportunismo para politizar as mais diversas situações, e a nova sede do Governo de Minas, a Cidade Administrativa, tem sido recorrentemente alvo dessa prática política do partido. Na Assembleia de Minas, “a oposição fica fazendo barulho além do normal”, mas quando os problemas acontecem em Brasília eles se calam, segundo avaliou deputado. “Temos que perguntar aos deputados do PT o porquê de eles não fazerem esse mesmo barulho lá no Planalto”, indagou.

Problemas

Nos últimos dois anos, algumas paredes do Palácio já caíram. Toda a parte hidráulica de um dos banheiros teve que ser trocada. A grama do jardim precisou ser toda mudada porque estava morrendo, uma vez que a terra usada, uma mistura com entulhos da própria obra, não deixava a plantas respirarem. Também foram refeitas partes do calçamento de pedras portuguesas do entorno do Palácio. Mesmo hoje, na calçada externa, as pedras se soltam com facilmente, formando enormes buracos.