15 de outubro de 2013

Má gestão do governo federal faz com que lucro do FGTS não chegue ao trabalhador

Com lucro de mais de R$ 14 bilhões só no ano passado, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), vinculado ao governo federal, não tem dado ao trabalhador um retorno proporcional aos rendimentos astronômicos que vem registrando. Enquanto o lucro do Fundo cresceu 938% nos últimos 11 anos, o retorno do trabalhador foi de apenas 69%, percentual que não consegue ao menos compensar a inflação medida no mesmo período.

O FGTS, na verdade, transformou-se numa importante fonte de renda para o governo e para a Caixa Econômica Federal, que é quem o administra. Já o trabalhador, que é quem deveria se beneficiar de fato com o fundo, é o único que está perdendo dinheiro nesta história. Uma perda bilionária, como informou o jornal O Globo, uma vez que ele não consegue receber sequer a atualização monetária do valor aplicado, ou seja, o dinheiro disponível está desvalorizando com a inflação.

Exemplificando de forma direta e simplória, é o mesmo que um filho, que teve uma poupança aberta pelo pai na qual foram depositados 12 parcelas de R$ 100,00 ao longo de um ano, não ter como saldo um valor mínimo de R$ 1200,00. Qualquer valor inferior ao montante depositado pelo pai é perda do dinheiro aplicado. E assim também acontece com o FGTS. Para o deputado Rômulo Viegas (PSDB) é preciso, primeiramente, avaliar quem é que realmente está ganhando e quem está perdendo com este fundo, usado para patrocinar e apoiar programas do governo federal, como o Minha Casa, Minha Vida.

“O FGTS foi uma grande conquista do trabalhador brasileiro, mas nós temos que verificar como ele vem evoluindo. O que sabemos é que a aritmética montada pelo governo federal faz com que o trabalhador tenha perdas acentuadas”, afirmou o parlamentar. E de fato os números não batem. Se o FTGS tem um dos maiores lucros do país, ficando atrás apenas da Petrobras, não faz sentindo o trabalhador ficar no prejuízo.