3 de dezembro de 2011

Investimentos do Governo Federal do PT na Saúde estão em queda e não passam de 1,7% do PIB

Os investimentos do Governo Federal do PT em áreas prioritárias como a da saúde estão definhando a cada ano que passa. Nos últimos nove anos, os recursos efetivamente aplicados em programas da pasta sofreram um recuo preocupante e atualmente não chegam a 1,7% do Produto Interno Bruto brasileiro. Reportagem do jornal O Globo mostra que das áreas sociais, a saúde foi a mais prejudicada com ausência de investimentos da União.

Enquanto o país vive com a amarga realidade de um atendimento público em saúde precário, o cidadão brasileiro é obrigado a ver seu dinheiro indo embora pelo ralo da corrupção. Um absurdo! Com os investimentos do Governo Federal na área nos níveis em que se encontram, “a população não tem condições de ter uma saúde nem sequer razoável”, criticou o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Carlos Mosconi (PSDB).

Além de conviver com recursos aquém do necessário para uma prestação de serviço minimamente digna, a Saúde no Brasil ainda enfrenta uma grande defasagem em sua execução orçamentária. A diferença entre o que o governo se comprometeu a gastar e o que foi realmente destinado à área é enorme: R$ 6,4 bilhões em 2010 e R$ 45,9 na última década, isso sem considerar a inflação do período.

O deputado Carlos Mosconi ressaltou que o Brasil gasta em saúde muito menos do que a maioria dos países da América Latina. Somente no ano passado, foram prometidos R$ 67,328 bilhões em investimentos e, gastos, efetivamente, R$ 60,924 bilhões.

Se o Governo Federal tivesse aplicado na Saúde todo o valor prometido em 2010, a parcela deste setor teria avançado dos atuais 1,66% para 1,83% do PIB. Esse aumento seria possível em apenas um ano, imagina então o resultado com a aplicação correta do valor empenhado nos últimos nove anos. Certamente os números da área seriam menos alarmante. “Estamos gastando menos de 2% do PIB na saúde, quando o que se preconiza é que estes gastos subam para cerca de 10%”, afirmou Mosconi.

Áudio: deputado Carlos Mosconi

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