20 de abril de 2012

Hospitais filantrópicos lutam por refinanciamento de dívidas

No Brasil são 2.100 Santas Casas e entidades filantrópicas responsáveis pelo atendimento de grande parte da população, essas instituições são de extrema importância para prestação de serviços gratuitos e dependem dos repasses financeiros do sistema público de saúde. A maioria, para não dizer todas, enfrentam hoje um crescente endividamento devido a baixa remuneração dos procedimentos do SUS, o atraso nos pagamentos e cortes financeiros. Esta situação é resultado da falta de investimentos na área por parte do Governo Federal do PT.

Na tentativa de amenizar os problemas e promover melhor atendimento para população, representantes da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas na Área de Saúde, estiveram em Brasília, no último dia 28/03, para cobrar soluções. Depois de muita luta, conseguiram que o Ministério da Saúde e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinassem um convênio criando uma linha de crédito para o refinanciamento das dívidas.

O presidente da Frente Parlamentar em Minas Gerais, deputado Carlos Mosconi (PSDB), membro do Bloco Transparência e Resultado da ALMG solicitou audiência pública na ALMG para saber quais são os procedimentos que as instituições terão que realizar para “fazer valer o seu direito de refinanciar a dívida”.

De acordo com o deputado, as instituições filantrópicas tem dívidas enormes e nos termos atuais – curto período e juros elevados – não dão conta de pagar. “Com a linha de crédito o tempo foi aumentado de 5 para 10 anos e os juros caíram de 16% para 10% ao ano”. Para Moconi, “isso não vai resolver o problema, mas facilita a vida dos hospitais, que enfrentam dificuldades crescentes, porque além de não conseguirem pagar a dívida trabalham com déficit mensal”.

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