21 de junho de 2012

Greve: a incoerência política do PT/MG

A greve dos metroviários de Belo Horizonte, que são servidores federais, terminou após 40 dias e sem uma voz petista a justificar o movimento. O uso político de greves no estado está cada vez mais claro, pois, quando a paralisação é realizada por servidores do Governo de Minas Gerais, petistas encabeçam as fileiras das plenárias classistas. Ao mesmo tempo, quando a reivindicação por melhores salários e revisões de carreira é cobrada do governo do PT, do governo Dilma, há um silêncio sepulcral. Por quê?

A incoerência política do PT, que não se manifesta também sobre a extensa greve dos professores federais que atinge mais de 50 instituições no país ao deixar mais de um milhão de estudantes sem aula, também não vem recebendo dos petistas nenhuma atenção. Será que os professores federais são uma classe diferente, profissionais diferentes, dos professores da rede estadual de ensino? Vale lembrar, que em Minas Gerais, o governo  tem sempre um diálogo  com as lideranças sindicais.

O deputado Gustavo Valadares (PSD), do Bloco Transparência e Resultado,  cobrou em plenário uma coerência política do  PT frente aos movimentos classistas. “A bancada do PT têm sido tão solidária aos movimentos grevistas aqui em Minas e agora se mostra incoerente. Temos um movimento grevista de universidades federais em todo Brasil, inclusive na UFMG – maior universidade pública federal do nosso estado – e em momento nenhum vi solidariedade do PT para com esses funcionários. Mais do que isso, tivemos durante 40 dias o movimento grevista dos metroviários de Belo Horizonte e também não vi, durante toda greve, nenhuma atitude, nenhum pronunciamento de solidariedade dos Partido dos Trabalhadores. Isso mostra mais uma vez a incoerência da bancada do PT que apoia alguns movimentos grevistas aqui no estado de Minas, mas não é solidaria a movimentos grevistas de servidores públicos federais”.

 

Os números da greve

- Funcionários do Itamaraty entram em greve, no dia 19/06, por reajustes. É a primeira greve da história.

- Mais de 50 universidades e outros centros de ensino da rede federal aderiram à greve desde o dia 17 de maio.

Em Minas Gerais

- Greve dos Metroviários de Belo Horizonte termina após 40 dias

- CEFET-MG 100% em greve desde 17 de maio

- UFMG com professores (desde 19/06) e técnicos administrativos (desde 11/06) em greve

- Técnicos administrativos da UFOP também paralisados desde 11/06

- UFTM, UFU, UFOP, UFLA, UFV, UFSJ, UFVJM, UFJF, IF Sudeste MG, Unifal e IFMS paralisadas desde 17 de maio.

 

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