8 de junho de 2013

Grande gargalo do Brasil, aeroportos operam acima da capacidade e são piores do que de países como Zimbábue e Tanzânia

Com saguões cada vez mais cheios e investimentos muito aquém do necessário, os aeroportos administrados pela Infraero, do governo federal do PT, não demoram a entrar em colapso. Foi o que mostrou uma reportagem especial do Fantástico no dia 02 de junho. É preciso um montante de R$ 34 bilhões em investimentos até 2030 apenas para adequar os terminais às necessidades dos passageiros.

Enquanto o governo não faz seu dever de casa, a situação só vai se agravando devido ao aumento do número de usuários e, agora, com a proximidade da Copa e das Olimpíadas. Existem 58 obras de aeroportos em andamento, incluindo os 15 maiores do país, no entanto quase todas enfrentam superfaturamento, sobrepreço e atraso por falta de projetos executivos.

A realidade dos aeroportos do Brasil é trágica, conforme afirmou o líder do Bloco Transparência e Resultado, deputado Laffayette de Andrada (PSDB). Segundo ele, o problema vai muito além dos aeroportos. Falta planejamento e investimentos em infraestrutura no geral. “O lançamento do grandioso PAC era justamente para fazer os investimentos necessários em infraestrutura para diminuir esses gargalos do Brasil. Mas de lá pra cá, ainda na gestão do presidente Lula com a ministra Dilma, quase nada foi feito”, afirmou.

 

Confins

Em Minas Gerais o cenário também é crítico. Com recursos da ordem de R$ 217,7 milhões previstos para 2013, a adequação do terminal é hoje a principal obra da Infraero em termos financeiros. No entanto, reportagem do jornal Hoje em Dia mostra que, de janeiro a abril, só 5,5% deste total foram utilizados de fato nas obras, o que representa somente R$ 11,8 milhões.

Com capacidade para 10,2 milhões, Confins já está saturado. Em 2012, recebeu 10,3 milhões de passageiros. Para o ano do maior torneio de futebol do planeta, a projeção é receber 14 milhões. No Brasil, o número de passageiros de avião no Brasil cresce 11% ao ano desde 2004 e os embarques chegaram a 200 milhões por ano. Até 2030, a previsão é que passem dos 500 milhões por conta do aumento da renda do brasileiro e da queda de 50% no preço das passagens desde 2004.

Com estruturas antigas, inadequadas e superlotados, os terminais brasileiros então entre os piores do mundo, ficando atrás de países como Mali, Tanzânia e Zimbábue. De acordo com uma pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil está na 122ª posição entre os 142 aeroportos do ranking mundial.