12 de maio de 2011

Governo federal não investe no sistema prisional em MG

A penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, passará por uma reforma estrutural a partir deste ano. O objetivo é modernizar suas instalações, melhorando suas condições de segurança e ampliando suas instalações para criar condições de oferecer oportunidade de trabalho aos presos. Atualmente existem dois galpões onde  de funcionam oficinas e fábricas. Um terceiro está sendo concluído mas há uma grande demanda de presos interessados em trabalhar.

O anúncio da reforma, que pela complexidade do sistema que abriga 1700 condenados da Justiça, foi feito pelo superintendente de Segurança Prisional, da subsecretaria de Administração Prisional do Estado, Hamilton de Andrade, nesta quinta-feira (12/05).

Na Comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado João Leite (PSDB) , do Bloco Transparência e Resultado, foi debatida a questão de segurança na Nelson Hungria e as denúncias de irregularidades envolvendo agentes penitenciários, com facilitação de  entrada de celulares e drogas no ambiente penitenciário.

Segundo Hamilton Andrade, as denúncias surgiram a partir de investigações feitas pela própria direção da penitenciária. Ele informou aos deputados da comissão que já foram abertos procedimentos administrativos e inquéritos policiais contra os envolvidos que serão punidos. “Felizmente são poucos os envolvidos, num universo de 670 agentes que trabalham na unidade”, disse Hamilton Andrade.

Quanto às condições para a fiscalização na unidade, o superintendente afirmou que a Nelson Hungria possui equipamentos de RaioX e detectores de metal  mas que está abrindo licitação para a compra de outros equipamentos, inclusive de última geração, como um scanner que aumentará a qualidade das revistas.

Todos estes investimentos estão sendo realizados com recursos do Tesouro Estadual já que não tem havido transferências do Governo Federal para o setor, mesmo estando na Nelson Hungria 80 presos da Polícia Federal.