1 de dezembro de 2011

Governo Federal do PT não investe em Minas, mas dobra gastos com aluguéis de imóveis em Brasília

O inchaço da máquina pública no Governo Federal do PT, somado ao mau gerenciamento do dinheiro do contribuinte, tem causado um verdadeiro rombo nos cofres públicos com a locação de prédios para abrigar os servidores federais. Somente as despesas do Executivo com aluguéis saltaram de R$ 244,6 milhões em 2006 para R$ 548,6 milhões neste ano, uma alta de 124% nos gastos.

Um absurdo! E o PT em Minas faz críticas à construção da Cidade Administrativa que existe justamente para acabar com o aluguel de imóveis pelo Estado. O Governo de Minas abriga seus servidores administrativos em sede própria.

Os números, divulgados pelo portal Contas Abertas, mostram que o Governo Federal, ao invés de investir em obras importantes para a população brasileira, tem enchido o bolso de imobiliárias e proprietários de prédios em Brasília.

Levando em consideração os custos dos contratos de locações de imóveis dos três poderes federais (Executivo, Legislativo e Judiciário), o montante gasto com este serviço mais que dobrou de 2006 para cá. Isso quer dizer que nos últimos cinco anos as despesas saíram de R$ 304,6 milhões para R$ 652,8 milhões, ou seja, um aumento de 114,3%.

O crescimento sem planejamento na estrutura do governo está provocando uma inversão de prioridades do executivo federal, conforme afirmou a deputada Luzia Ferreira (PPS), do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). “Isso tem elevado muito os gastos das atividades meio, ou seja, dentro da máquina pública, em detrimento dos gastos nas atividades fins, que deveriam melhorar a saúde, a educação e as obras de infraestrutura”.

A contratação desenfreada de servidores e ampliação do número de ministérios também tem contribuído, na avaliação de Luzia Ferreira, para o inchaço dos gastos operacionais. Analisando somente as despesas do Ministério das Relações Exteriores percebe-se que o que o Governo Federal gastou com aluguel para abrigar a pasta foi superior ao investido  no programa de Gestão da Política da Educação, por exemplo. Enquanto a locação consumiu R$ 102,4 milhões de janeiro a novembro deste ano, o programa recebeu R$ 100,8 milhões no mesmo período.

O deputado Sebastião Costa (PPS) lembrou que o Governo de Minas vem seguindo a direção contrária da União ao direcionar seus investimentos para a redução dos custos operacionais. “O Governo de Minas teve a visão no tempo e no momento apropriado para a criação da nova sede do governo, evitando assim que o mineiro tivesse, num futuro próximo, problemas semelhantes aos vividos pelo governo federal”, disse.

Programas sociais em segundo plano

Nos primeiros dez meses deste ano, o Governo Federal do PT gastou com aluguéis praticamente a mesma quantia que foi aplicada no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), que recebeu R$ 696,6 milhões. Em relação ao que foi gasto com ações para erradicação do trabalho infantil, o valor das locações de imóveis chega a ser o dobro.

Para os programas Brasil Alfabetizado e Educação de Jovens e Adultos formam liberados R$ 508,2 milhões. Já o Educação na Primeira Infância recebeu um pouco mais, R$ 525 mil, mas ainda assim as cifras são inferiores aos R$ 548,6 dos aluguéis em Brasília.

Áudio Deputada Luzia Ferreira:

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Áudio Deputado Sebastião Costa:

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