13 de junho de 2012

Governo do PT se cala diante da greve dos servidores federais que completou um mês no dia 17

A greve dos servidores federais da educação, iniciada em 17 de maio, segue ganhando força pelo país. Esta paralisação dos professores e técnicos administrativos das instituições de ensino, que agora também aderiram o movimento, mostra exatamente a contradição entre os discursos e o posicionamento de lideranças do Partido dos Trabalhadores. Quando estão na oposição, os petistas se aproveitam da greve para fazer política. Por outro lado, quando está no governo, o PT não reivindica, não acusa, não cobra. Simplesmente se cala.

Prestes a completar um mês, a greve já atinge mais mais de 50 instituições federais. São quase 1 milhão de estudantes sem aula. Este é um balanço desastroso, na avaliação do líder do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Lafayette Andrada (PSDB). Segundo ele, o fortalecimento do movimento grevista é reflexo da postura contraditória e intransigente do governo do PT.

Áudio: deputado Lafayette Andrada

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“Recentemente, eu vi na internet uma fala do ministro da Educação de que não negocia com professores em greve. Uma postura muito diferente da adotada pelo PT aqui em Minas Gerais, a de ficar insuflando a greve”, observou Andrada. As principais exigências  dos trabalhadores são o aumento do piso salarial em 22,8% e a correção das pendências da carreira desde 2007.

De acordo com reportagem do portal G1, o piso da categoria atual é de R$ 1.034. As reivindicações dos servidores federais não são recentes. No ano passado, a categoria já havia feito uma greve de quase quatro meses na tentativa de melhores remunerações e condições de trabalho. Já naquela época, o Governo Federal demonstrava a indisposição para uma negociação e, neste ano não está sendo diferente. O Ministério da Educação sinalizou que não haverá há acordo.

 

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