5 de novembro de 2013

Governo do PT deixa de investir R$ 40 bilhões nas estradas do país

Vítimas do abandono e descaso do governo do PT, as estradas federais continuam sendo um dos grandes gargalos de infraestrutura do país. Só nos últimos 11 anos, o governo federal deixou de investir R$ 40 bilhões na malha rodoviária brasileira. Sem recursos para obras de melhoria e ampliação, essas estradas não só travam o desenvolvimento econômico como também são responsáveis por maior parte das mortes no trânsito.

Os números pertencem a um estudo feito pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre as estradas brasileiras e divulgado pelo Jornal Nacional. De acordo com o levantamento, o estudo também mostra que em quase 90% das rodovias pesquisadas, a pista ainda é simples, de mão dupla, o que aumenta o risco de acidentes. Em 40% delas, não há nem acostamento.

Os mais de R$ 40 bilhões que o PT não aplicou nas estradas estavam previstos em orçamento e dariam para reconstruir 29,5 mil quilômetros de rodovias, de acordo com cálculos da própria CNT. Essa falta de planejamento do governo federal, segundo afirmou o deputado Rômulo Viegas (PSDB), está insustentável. Para ele, é preciso que haja uma grande mudança na gestão federal.

 

Deputado Rômulo Viegas

“O governo federal prejudica estados e municípios com a sua péssima gestão de investimentos nas rodovias e, por consequência, impede os estados, pela falta de dinheiro, de melhorar as estradas estaduais. Temos que dar um basta nisso. Vamos mudar para melhor a gestão pública federal nas próximas eleições”, afirmou.

Caos nas BRs

Não é preciso ir muito longe para verificar de perto o caos da maioria das estradas federais. Em Minas, basta passar pela BR-381 ou pela BR-040. Ambas possuem trechos de pista simples, com asfalto deteriorado e traçado antigo e sinuoso. Sem falar na BR-116, na BR-262 e tantas outras que sequer são pavimentadas.

Segundo a reportagem, o estudo da CNT mostrou que o sistema rodoviário do país está sobrecarregado. Nos últimos dez anos, a frota brasileira dobrou. Além disso, de acordo com estimativas do setor, hoje 66% de toda a movimentação de cargas do Brasil passam pelas estradas.