7 de junho de 2013

Governo de Minas investe em aeroportos mas fiscalização deficiente da Anac prejudica passageiros

Atrasos, vôos cancelados, falta de assistência, preço nas alturas. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos passageiros da Azul Linhas Aéreas em Minas Gerais. O motivo do fraco serviço oferecido pela empresa estaria relacionado a falta de fiscalização e comprometimento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador do setor. É o que afirmou o promotor Edson Antenor Lima Paula durante audiência realizada pela Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). “O Ministério Público entende que a Anac está sendo deficiente nesse trabalho de fiscalização”, disse.

O deputado Anselmo José Domingos (PTC) considerou a ausência da Anac na audiência como falta de responsabilidade e desrespeito ao consumidor. Para o deputado Bonifácio Mourão (PSDB), já havia problemas antes da fusão da empresa com a Trip (fusão esta aprovada pela Anac). Segundo o parlamentar o principal problema na aviação regional é o monopólio. “A maior parte dessas linhas não tem concorrência. Eu já paguei R$ 1.050 em uma passagem de Belo Horizonte a Governador Valadares. Não há nada que justifique isso, principalmente porque os voos estão sempre lotados”, afirmou.

Já o deputado Leonardo Moreira (PSDB), questionou o abandono da Zona da Mata pela empresa aérea e lembrou que o governo de Minas tem investido no setor tanto que atualmente a região conta com um aeroporto com infraestrutura para receber voos de grandes aeronaves. “O Governo do Estado tem investido em infraestrutura na última década, mas as empresas não têm dado a contrapartida. Na Zona da Mata, a Azul cancelou uma série de voos e esvaziou o sentido desse enorme aeroporto”, disse.