5 de abril de 2013

Gestão PT: Nas escolas profissionalizantes federais faltam 7.966 professores e 5.702 técnicos de laboratório, aponta TCU

Inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) nos institutos profissionalizantes federais revelou que o ensino público, no governo do PT, está sendo comprometido pela falta de professores, infraestrutura precária e alto índice de evasão. De acordo com reportagem do jornal O Globo, só que diz respeito a déficit de profissionais, faltam 7.966 professores, o equivalente a 20% do total previsto, e 5.702 técnicos de laboratório — 24,9% do quadro de pessoal.

Essa situação reflete o total abandono do Governo Federal às políticas públicas voltadas para o ensino profissionalizante, conforme afirmou o deputado Duarte Bechir (PSD), membro do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). É preciso que haja um plano de combate à evasão escolar e restruturação do ensino mediante a políticas de incentivos aos professores e de inserção dos estudantes no mercado de trabalho.

 

Deputado Duarte Bechir

“Muitos jovens quando estão na idade de buscar um direcionamento profissional, eles procuram os cursos públicos. Como o Governo Federal é quem detém a maior arrecadação do país, é ele que tem condições de oferecer mais cursos, mas isso não está acontecendo. O TCU mostrou que está havendo uma pré-falência dos cursos oferecidos pelo Governo Federal”, lamentou Bechir.

Evasão

Para se ter uma ideia, em cursos do Proeja, destinados a jovens e adultos que não terminaram a escola na idade certa, o abandono chegou a 24%. Em cursos técnicos profissionalizantes de nível médio, a evasão alcançou 19%. “A falta de estrutura e a defasagem de professores geram uma falta de perspectivas dos jovens brasileiros quanto às escolas públicas federais”, afirmou o deputado.

Para o TCU, o que mais coloca em risco a qualidade dos serviços educacionais é o déficit de professores e técnicos. Dados coletados na inspeção feita pelo órgão fiscalizador mostram que os estados brasileiros que mais sofrem com a carência de profissionais da educação nas instituições federais são o Acre (40,1%), Brasília (40,1%), Mato Grosso do Sul (38,2%), Amapá (35,3%) e São Paulo (32,7%).