21 de novembro de 2012

Farra com dinheiro público: Governo Federal investe na construção do estádio do Corinthians e ainda será patrocinador do Clube

O patrocínio de um banco público a um time de futebol seria apenas mais um patrocínio se já não existe aí um histórico que demonstra o empenho de um governo, neste caso o Governo Federal do PT, em favorecer um clube, que no caso em questão é o Corinthians. Esta antiga e íntima relação do governo com o Timão ganhou ainda mais força com o anúncio, nesta terça-feira (20/11/2012), da Caixa Econômica Federal como seu patrocinador master.

Neste contexto, é importante se fazer três considerações: a Caixa é um banco do Governo Federal, o Corinthians é o time do ex-presidente Lula e valor do patrocínio é de mais R$ 30 milhões. Estranho, não? Com este montante, por exemplo, cerca de 700 casas populares poderiam estar sendo erguidas no país, na média de R$ 45 mil cada uma.

Não é preciso ir muito longe para se entender o conjunto da obra. O Corinthians só permaneceu entre as cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014 graças ao esforço e dinheiro do Governo Federal do PT. A construção do estádio do Timão só começou a ser concretizada porque contou com a influência do ex-presidente Lula, além de todo o suporte e financiamento da União.

Na avaliação do deputado João Leite (PSDB), do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), tanto o Governo Federal quanto a Caixa Econômica devem uma explicação ao povo brasileiro. Primeiro o governo investiu o que ele chamou de “fábula” em recursos públicos no estádio do Corinthians, ou seja, dinheiro do povo que beneficiará um clube específico. “Será usado na Copa do Mundo, mas o estádio ficará para o clube”, ele afirmou.

Agora, o deputado ressaltou a coincidência de o mesmo time ser contemplado com o patrocínio milionário da Caixa Econômica, banco do mesmo Governo Federal. “A Caixa vem e dá ao Corinthians R$ 30 milhões para propaganda na camisa do time. E os outros clubes brasileiros? E a função social da Caixa Econômica Federal?”, indagou João Leite. Segundo ele, é muito estranho que um determinado clube tenha tantos privilégios bancados com o dinheiro do contribuinte brasileiro.