23 de novembro de 2012

Ex-presidente da Eletrobras no governo Lula disse que projeto de Dilma está errado

As propostas do Governo Federal do PT para o setor elétrico brasileiro não vão gerar os benefícios que a presidente Dilma Rousseff tanto tem tentando fazer a população acreditar. E quem diz isso é um especialista no assunto: Luiz Pinguelli Rosa, que presidiu a Eletrobras durante a gestão do ex-presidente Lula. Em entrevista à Folha de S. Paulo, na última quarta-feira (21/11/2012), Pinguelli afirmou que a “queda de 20% para a indústria é ficção e o consumidor não vai sentir os 16% prometidos por Dilma”.

De acordo com o ex-presidente da Eletrobras, as medidas propostas pela presidente, além de não reduzir os preços como vem sendo divulgado pelo Governo do PT, ainda inviabilizarão novos investimentos nas empresas geradoras de energia, vão gerar desemprego e produzir “sucessivos apagões”.

Se o Governo Federal quer mesmo promover uma redução significativa nas contas de energia, deveria começar cortando no próprio bolso.  Conforme enfatizou o líder de governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Bonifácio Mourão (PSDB), a União precisa abrir mão da arrecadação de uma série de impostos que encarecem o fornecimento de energia no Brasil.

Para o parlamentar, o governo brasileiro deveria, neste momento, se esforçar para reduzir os impostos federais que compõem a conta de luz. “As mudanças no marco regulatório do setor energético do país, além de afligir às concessionárias, é um desserviço a confiabilidade em nossas instituições e ao consumidor final, que será iludido por uma tarifa mais baixa. Precisamos de serenidade para que não haja um retrocesso em nosso desenvolvimento energético e consciência dos altos índices de impostos federais na composição das tarifas”, afirmou Mourão.

Menos tributos

O senador Aécio Neves também defende uma política de redução de tributos do Governo Federal. Segundo ele, essa seria uma forma de garantir maior competitividade para a indústria e aliviar o orçamento das famílias brasileiras sem causar prejuízos que podem inviabilizar investimentos essenciais das empresas de energia para o futuro.

“Todos queremos que a conta possa diminuir, mas sem a quebra de contratos, sem colocar em risco o sistema que é da população brasileira. Bastaria que o governo pudesse reduzir ou retirar a PIS/Cofins das contas de luz e talvez tivéssemos aí um impacto de mais de 5% no resultado final que o governo busca. Não seria muito mais plausível retirar da conta outras taxas e impostos, como a Taxa de Pesquisa e Desenvolvimento, a Taxa de Fiscalização da Aneel? A própria Conta de Desenvolvimento Energético, que caiu em 75%, quem sabe zerá-la?”, disse o senador Aécio.

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