30 de maio de 2013

Enquanto agrada o mercado externo, governo do PT castiga seus estados. Apenas os países africanos têm o perdão da dívida

Enquanto os estados brasileiros sofrem com uma dívida pública impagável cobrada pelo Governo Federal do PT com juros exorbitantes, países da África se beneficiam da anistia de suas dívidas externa proporcionada por este mesmo governo brasileiro que é benevolente com os de fora, mas castiga seus próprios entes federados.

Não que os países africanos não mereçam o perdão desta dívida, mas como afirmou o deputado Bonifácio Mourão (PSDB), “os estados brasileiros merecem muito mais”. O parlamentar, que é líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), lembra que várias tentativas de renegociação da dívida já foram apresentadas ao governo do PT e nenhuma avançou.

Mourão disse estar impressionado com a má vontade com que o governo federal trata seus estados e como muda de comportamento quando o assunto são as suas relações exteriores. “O Brasil está perdoando dívida externa de países africanos, mas o projeto de renegociação da dívida dos estados está parado no Congresso Nacional, enquanto isso Minas Gerais está pagando juros escorchantes e quanto mais paga, mais fica devendo”, criticou.

O anúncio da dívida dos países africanos foi feito no último sábado (25/05/2013) e divulgado pelo portal Info Exame. Segundo anunciou o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, o Brasil dará o perdão e a reestruturação de dívida externa de 12 países africanos no valor de US$ 840 milhões. Traumann afirmou ainda que “não é a primeira vez que o Brasil cancela dívida com países africanos”.

Ao contrário desses país, que poderão reorganizar suas receitas e ampliar seus investimentos, Minas Gerais deverá gastar, só com o pagamento dos juros da dívida com a União, cerca de R$ 9 bilhões. Esse dinheiro, na avaliação do deputado Bonifácio Mourão, deveria estar sendo aplicado em melhoria dos serviços prestado à população. “É dinheiro que podia ser traduzido em obras na área da saúde, da educação e da segurança para o povo de Minas Gerais”, afimrou.