8 de maio de 2014

Eletrobas: estatal sofre prejuízos de mais de R$13 bilhões com a ingerência do Governo do PT

Previsão de energia muito mais cara até 2019, risco de racionamento e uma das maiores estatais do país – a Eletrobras – amargando um prejuízo bilionário. Essa é a realidade do setor elétrico diante da ingerência do governo federal do PT. A Eletrobras, estatal que engloba Eletronorte, Eletrosul, Chesf e Furnas, acumula prejuízos, recebe valores que não cobrem seus custos, atrasa o pagamento de fornecedores, é obrigada a entrar em consórcios pouco conhecidos e com retorno duvidoso e perde seu corpo técnico. Com um prejuízo acumulado em 2012 e 2013 no valor de mais de R$ 13 bilhões, a perspectiva é que a conta da estatal não feche de novo este ano.

Os problemas da Eletrobras tem ligação direta com a interferência política do governo petista, que usa da estatal como braço empresarial para projetos do governo – desequilibrando assim o setor elétrico. Em 2006 a empresa se preparava para se internacionalizar e crescer quando o governo a obrigou a usar suas subsidiárias para participar dos leilões de construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira. Desde então, a estatal entra com mais de 40% em todo grande projeto de energia do país. Seu valor de mercado desabou de R$ 46 bilhões, em 2010, para os atuais R$ 11,094 bilhões, queda de 75,89%.

O grande problema das interferências políticas na Eletrobras é que invés de serem focadas no melhor para uma companhia energética, as decisões são baseadas no desejo do governo de fazer grandes projetos saírem do papel. Um caso recente foi o leilão da Usina Três irmãos, da Companhia Energética de São Paulo (Cesp): a estatal apoiou um grupo de fundos de investimentos que não são do setor e sem conhecer seus controladores. Na sequência, a Eletrobras teve que assumir seis distribuidoras estaduais que foram federalizadas, geram prejuízos e precisam de aportes altos.

Em 2012 veio o golpe derradeiro, com a Medida Provisória (MP) 579, que tentou baixar à força o preço da energia no país, com uma proposta de renovação antecipada dos contratos do setor em troca de tarifas menores. Para isso, a estatal viu o valor de seus ativos caírem em R$ 10 bilhões e teve que celebrar contratos em que se compromete a vender energia elétrica a R$ 9 o megawatt hora (MWh), preço 92,5% menor que a média de R$ 120 praticada pelo setor hidrelétrico.

A MP 579 causou uma inviabilidade econômica gigantesca para a empresa. A depreciação foi enorme. O plano de demissão voluntária provocou a perda de bons engenheiros, de bons técnicos. Além disso, há dificuldade de manutenção na estrutura atual e problemas com distribuidoras e geradoras do Norte e do Nordeste.

Para a deputada Luzia Ferreira (PPS) os 12 anos do PT à frente do governo federal tem sido marcados pelos estragos e ela teme que o mesmo estrago, na imagem e no caixa, registrados na Petrobras atinjam a Eletrobras. “A interferência indevida do governo, a fixação de uma tarifa irreal para ter um discurso eleitoral de que estava baixando a conta de luz – que no final não baixou nada – está jogando por terra uma das grandes empresas construída por décadas no país. Um patrimônio fundamental inclusive para alavancar investimentos industriais e de infraestrutura no setor energético. É mais um desserviço que o PT presta ao país”- preocupa-se, Luzia.

A falta de planejamento e gestão do governo federal do PT deixa marcas nas mais importantes estatais do país. O rastro de perdas não são exclusividade da Petrobras e não se limitam à Eletrobras. Somado a estas duas, o Banco do Brasil também amarga enormes prejuízos desde o início do governo Dilma Rousseff. As três empresas juntas perderam nada menos do que R$ 262,1 bilhões de valor de mercado.

A queda das estatais foi de quase 53%. Ao assumir a Presidência, Dilma encontrou um cenário no qual as três empresas eram avaliadas em R$ 496,3 bilhões. Agora, elas valem menos da metade deste montante, o que demonstra a ineficiência do governo do PT em gerir o patrimônio público dos brasileiros.

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