18 de abril de 2012

Descaso: Minha Casa, Minha Vida entra em sua segunda fase e atenderá apenas 1,66% do déficit habitacional de Minas Gerais

Mais uma vez as ações do Governo Federal do PT ficaram aquém das reais necessidades do povo mineiro. A segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, anunciada na última semana, atenderá somente 1,66% do déficit habitacional do Estado. Isso porque o programa estabeleceu a construção de apenas 7,86 mil novas moradias, volume extremamente inferior à defasagem de habitação em Minas, que é de 474 mil unidades.

Esta nova fase do Minha Casa, Minha Vida visa a construção de 107.348 moradias em todo país para famílias com renda mensal de até R$ 1.600 situadas em municípios com até 50 mil habitantes. As 7,86 mil casas a serem construída no Estado representam apenas 7,3% do total de unidades previstas. Os números, divulgados pelo jornal Estado de Minas, mostram que o Estado é o terceiro que mais necessita de moradias no Brasil, de acordo com dados apresentados em relatório da Fundação João Pinheiro (FJP) de 2008.

A disparidade entre a real demanda da população mineira e os investimentos do Governo Federal levou a deputada deputada Luzia Ferreira (PPS), do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a cobrar mais igualdade na distribuição de recursos para a construção de moradias no Estado. Segundo afirmou a deputada, Minas Gerais possui regiões extremamente carentes de uma política habitacional eficiente.

 

Minas está em 21º lugar


Na lista dos estados que mais serão contemplados com habitações da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, Minas Gerais aparece na 21ª posição. Levando em consideração o total da população mineira, que é de 19,597 milhões de pessoas, o programa em Minas terá uma relação de 4,01 habitações para cada 10 mil habitantes.

Luzia Ferreira lamentou o fato de Minas ter sido novamente preterido pelo Governo Federal na alocação dos recursos para construção de moradias. “Nós somos o segundo estado mais populoso do país e temos áreas de vulnerabilidade, como no Norte de Minas e na periferia da Região Metropolitana. Essas são questões urgentes da reforma urbana, ou seja, oferecer moradia em condições acessíveis para que a população possa ter acesso a esse direito”, afirmou.

Áudio: deputada Luzia Ferreira

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