12 de novembro de 2013

Deputados vão discutir ocupação, exploração e preservação do Sinclinal Moeda

O Sinclinal Moeda, formado pelas Serras da Moeda e do Itabirito, está inserido na borda oeste do quadrilátero ferrífero numa área de aproximadamente 470 km². As atividades econômicas na região são responsáveis por cerca de 14% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais e por 45% do ICMS arrecadado no Estado relacionado à indústria. Do ponto de vista ambiental, o Sinclinal está associado a duas importantes bacias hidrográficas: a Bacia do Rio Paraopeba e a Bacia do Rio das Velhas.

Atualmente uma série de projetos que tratam da região tramitam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Afim de buscar uma definição mais clara de suas áreas de ocupação, exploração e preservação, representantes de órgãos públicos, organizações ambientais e do setor produtivo se reuniram nesta terça-feira (12/11/2013). “Nosso desafio é promover a compatibilização adequada do binômio Desenvolvimento/Sustentabilidade nessa região”, afirmou o deputado Célio Moreira (PSDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que solicitou a reunião.

Segundo o parlamentar, na próxima reunião da Comissão será criado um grupo de trabalho para dar continuidade e profundidade às discussões sobre o Sinclinal Moeda. Também serão realizadas visitas à região.

Comissão Especial

Em 2008 foi criada a Comissão das Serras da Calçada e Moeda da ALMG com o objetivo de avaliar os usos alternativos do solo e do subsolo, a preservação dos patrimônios arqueológico, espeleológico e natural, bem como o potencial ecoturístico. O relatório final emitido em 2009 que sugere a criação de uma política específica para o Sinclinal de Moeda também vai servir de subsídio para o trabalho atual dos deputados.

Comissão de Meio Ambiente da ALMG vai criar grupo de trabalho para discutir Siclinal Moeda