29 de janeiro de 2015

Copasa se preparou para evitar colapso no fornecimento de água, diz ex-diretor

Juarez Amorim, ex-diretor de Operação Metropolitana, desmente PT e afirma que obras para ampliação do abastecimento da RMBH já estavam em andamento e que a Copasa não recebeu alerta da ANA sobre falta de água

 

 

coletiva

Juarez Amorim, ex-diretor da Copasa, e deputado João Leite (PSDB) durante coletiva de imprensa

O ex-diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Juarez Amorim, rebateu, nessa quinta-feira (29/01), as declarações do governador Fernando Pimentel sobre a atuação da empresa, reafirmando que, nos últimos anos, a Copasa planejou e executou obras que visam manter a regularidade do abastecimento de água em Belo Horizonte e toda Região Metropolitana.

Em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Amorim afirmou que existe um projeto pronto para a ampliação da captação do Rio Paraopeba para o Sistema Serra Azul. Orçada em R$ 25 milhões, a obra já está licitada desde dezembro, dependendo apenas da autorização da nova diretoria da Copasa.

“Tem obras preparadas para evitar colapso no sistema, uma delas é uma adutora de R$ 25 milhões que já deveria ter sido iniciada. Esta informação foi passada para o governo em dezembro. O dinheiro está disponível e o contrato está pronto. Se dessem a ordem de serviço, certamente evitaria problemas,” afirmou.

Juarez Amorim explicou ainda que já está em execução a primeira etapa da PPP Rio Manso, obra que tem como meta ampliar os reservatórios da Região Metropolitana.

“Há três anos iniciamos a discussão e, desde dezembro de 2013, iniciamos as obras da PPP do Rio Manso. A PPP foi um caminho que a Copasa encontrou para buscar financiamento e realizar uma obra de meio bilhão de reais. Esta obra está em curso com previsão de ficar pronta em dezembro de 2015. Uma parte negociamos para ficar pronta em 2014 porque havia sinais de agravamento da temperatura na terra. A obra da PPP está em sua etapa final”, explicou Amorim.

Terrorismo

O deputado estadual João Leite (PSDB) afirmou que o governo do PT em Minas está se aproveitando da seca que vários estados do Brasil enfrentam para fazer discurso político e amedrontar a população.

“A Copasa tomou as providências que tinha que tomar. Eu acho que o governador está fazendo terror e não acredito em desabastecimento em Belo Horizonte. Estamos assistindo ao show de um governador que não desceu do palanque e aterroriza a população”, criticou o deputado.

Ao longo dos últimos anos, a Copasa se destacou pela eficiência e seriedade na prestação de seus serviços. A empresa teve sua trajetória marcada pelo reconhecimento dentro e fora do estado, conforme lembrou Amorim.

“Quero aqui defender tecnicamente a Copasa, a competência profissional e a eficiência da empresa. A Copasa não ganhou prêmios no Brasil por conjunção de fatores. Ganhou porque prestou e vem prestando há 40 anos serviço de alta qualidade”, enfatizou o ex-diretor.

Copasa não recebeu alerta da ANA

Amorim lembrou que todo o trabalho da Copasa foi realizado a fim de apresentar medidas capazes de solucionar os problemas ocasionados pelo clima quente e seco que assola todas as regiões do país. Segundo ele, as medidas foram tomadas com base em uma gestão planejada para enfrentar a seca, mesmo a empresa não tendo recebido comunicado oficial da Agência Nacional de Águas (ANA) para isso, conforme havia declarado equivocadamente o governador.

“Procurei saber se poderia ter chegado em alguma área. No gabinete do presidente não chegou, na Diretoria Metropolitana não chegou, na Superintendência de Meio Ambiente da Copasa também não. Não consegui localizar na empresa uma correspondência da Agência Nacional das Águas”, disse Amorim.

O deputado João Leite criticou também as constantes tentativas do governador de politizar assuntos que deveriam estar sendo tratados com responsabilidade e respeito ao cidadão mineiro.

“Lamentamos que a questão da água esteja sendo tratada de forma leviana por este governo. Estamos enfrentando uma máquina de mentiras. Primeiro disse que o governo passado não teria dinheiro para pagar o 13º dos servidores. Depois que não tinha dinheiro para pagar o funcionalismo até o 5º dia útil do mês de janeiro. E, agora, desmerece o trabalho sério de uma empresa exemplar no país”, disse.