6 de setembro de 2013

Com apoio da CUT, PT usa juventude como massa de manobra para abafar as manifestações no Dia da Pátria

Antevendo ser, mais uma vez, o principal alvo das manifestações previstas para acontecerem amanhã, em decorrência das comemorações do Sete de Setembro, o governo federal do PT está articulando uma grande manobra. O partido vai ocupar as ruas com a desculpa de lutar pela juventude para impedir que as verdadeiras reivindicações contra o governo ganhem mais força e ocupem os noticiários novamente.

Na verdade, o que está sendo feito é uma tentativa de calar a juventude. O governo, conforme informou o deputado João Leite (PSDB), convoca as lideranças dos movimentos sociais que lhe são servis a também irem para as ruas, com supostas reivindicações, de forma a concorrerem nas atenções da cobertura da mídia e da audiência dos brasileiros.

Deputado João Leite (PSDB)

 

“Ao colocar na rua a sua claque, o Governo Federal procura contaminar e descaracterizar o que surgiu de melhor das ruas, o desejo de mudança, de uma gestão pública verdadeiramente baseada na eficiência e na moralidade, de um Brasil para todos e não para os companheiros”, afirmou Leite. Segundo ele, a genuinidade e legitimidade desse movimento que levou milhões às ruas estão exatamente no fato de ser apartidário e desvinculado de instituições.

Ação partidária

Para o deputado Rômulo Viegas (PSDB), é lamentável que lideranças do PT queriam distorcer o verdadeiro sentido das manifestações no país. “Lamentavelmente integrantes da cúpula da CUT, com fortes ligações partidárias junto ao PT, querem transformar um movimento espontâneo do povo revoltado com a classe política, em um movimento partidário a favor do Governo Federal. O que eles querem, na verdade, é instalar o totalitarismo”.

 

Deputado Rômulo Viegas

O deputado João Leite lembrou que as manifestações populares, ocorridas em junho e julho, mostraram como a democracia brasileira está carente de ser realmente representativa e que o modelo de gestão do país baseado no populismo e na demagogia já se esgotou. “As reivindicações fizeram os índices de popularidade da presidente caíram à metade, obrigando governantes a descontingenciarem recursos financeiros para aplacar a ira reivindicatória”, criticou o parlamentar.