19 de setembro de 2013

BR-262 tem leilão fracassado e duplicação da rodovia, prometida pelo governo do PT, fica comprometida

O fracasso do governo federal do PT no leilão para a duplicação da BR-262, além de demonstrar a completa falta de planejamento na condução das políticas públicas das quais o Brasil tanto necessita, traz de volta uma antiga preocupação dos mineiros. Assim como a BR-262, outras rodovias federais também estão dependendo de editais de licitações para saírem do papel e isso pode levar muito mais tempo do que se imagina.

 

Fernando Cabral / PSDB

 

Minas Gerais é um dos estados com a maior malha viária federal do país. No entanto, pelo menos cinco trechos que serão ofertados à iniciativa privada também correm risco de terem suas licitações fracassadas. Enquanto isso, os motoristas vão sonhando com o dia em que poderão transitar em estradas de qualidades e seguras.

Na concorrência para a 262, não houve interesse das empresas em participar da licitação e este problema poderá se repetir, caso o governo federal não mude a sua estratégia, no leilões das Brs 153, 040 e 116 previstos para ocorrer até 2014. Isso sem considerar a BR-381, que é um clássico exemplo da novela das licitações protagonizada pelo Dnit, órgão do governo federal. Só esta última rodovia teve vários adiamentos do seu edital.

Com tanto adiamento, a impressão que se tem é que não há muito interesse do governo federal em realmente tirar essas obras do papel. “O governo federal parece que quer adiar de uma forma definitiva a construção dessas rodovias. Os editais são publicados e depois adiados, primeiro porque estão errados e depois porque as empresas não aceitam aquilo que está nos editais”, critica o deputado Bonifácio Mourão (PSDB).

O parlamentar, que é líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), afirma que não dá mais para aceitar esta prática de anunciar e não executar do governo federal. “Isso precisa acabar”, enfatizou Mourão. Segundo ele, se “publicou edital e houve a licitação, tem que fazer a obra”.