28 de agosto de 2012

Baixa qualidade de serviços prestados por operadoras de telefonia celular é tema de audiência na ALMG

Os serviços prestados pelas concessionárias de telefonia móvel no Estado e, especialmente, os motivos que levaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a suspender a proibição de venda de novas linhas de algumas empresas foram discutidos em audiência pública realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (28/8).

Participaram da audiência representantes de órgãos de defesa do consumidor, da Anatel e das operadoras de telefonia celular. As três operadoras punidas pela Anatel (OI, TIM e Claro) voltaram a vender chips de novas linhas telefônicas em 3/8/12, após 11 dias de proibição, após se comprometeram a melhorar os serviços. Para isso, devem investir R$ 20 bilhões até 2014.

No primeiro semestre deste ano, a telefonia celular ultrapassou o cartão de crédito em número de reclamações nos Procons do País. De acordo o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), das 861.218 reclamações registradas até o fim de junho, 78.604 (9,13%) foram relativas às operadoras de telefonia celular. As principais reclamações referem-se à cobrança indevida ou abusiva e dúvidas sobre cobrança, valor e reajuste (54,98%); rescisão e alteração unilateral dos contratos (11,28%); e serviço não fornecido e vícios de qualidade (6,94%).

De acordo com a deputada Liza Prado (PSB) o volume de reclamações oficializadas ainda é menor do que a realidade porque muita gente simplesmente não reclama nos órgãos competentes. “A população precisa de um serviço essencial que é o telefone e de repente é sinal que cai, cobranças abusivas e indevidas, planos que não respeitam o consumidor. Você percebe um descaso total. Nós aproveitamos para destacar que os consumidores têm que aprender a reclamar a registrar oficialmente suas reclamações. Porque as operadoras vêm aqui na Comissão de Defesa do Consumidor e falam que tem pequeno número de reclamações diante de milhões de linhas enquanto está todo mundo irritado com a falta de um serviço de qualidade”, ressaltou.