27 de março de 2014

Absurdo: governo petista leva Petrobras a prejuízo bilionário

Muito prejuízo para os cofres públicos e pouca explicação para a população. O governo federal do PT parece não saber explicar seus mais recentes absurdos. Como, em 2008, a Petrobras gastou US$1,18 bilhão em uma refinaria que havia sido comprada por US$ 42,5 milhões em 2005? Como a atual presidente da república afirma que, quando presidente do Conselho Administrativo da maior estatal do país, era mal assessorada e aprovou um contrato falho? Como outros membros deste mesmo conselho desmentem essa versão? Como uma empresa do tamanho da Petrobras entra em um negócio pagando quase 24 vezes o valor que deveria ser pago? A Petrobras, que já foi um dos maiores orgulhos dos brasileiros, vive uma das piores crises de sua história. A estatal que já vem de um endividamento de mais de R$ 220 bilhões e amargando consecutivos prejuízos, também está envolvida em denúncias de evasão de divisas.

Em 2006, Dilma, na época presidente do Conselho de Administração da Petrobras, votou a favor da compra de 50% de uma refinaria em Pasadena (EUA) pelo valor total de US$ 360 milhões. Dois anos depois, após divergências, a belga Astra Oil – detentora da outra metade da empresa – desistiu do investimento e se utilizou de uma cláusula contratual que obrigava a Petrobras a ficar com 100% da unidade. A Petrobras acabou desembolsando o total de US$ 1,18 bilhão – cerca R$ 2,76 bilhões. Em 2005 a mesma empresa havia sido adquirida pela Astra Oil por US$ 42,5 milhões.

Charge

Para tentar justificar a trapalhada, informações divergentes chegam da presidente Dilma, de outros membros do conselho e do ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. A aquisição da refinaria é investigada por Polícia Federal, Tribunal de Contas da União, Ministério Público e Congresso por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas.

Documentos da transação revelam que a presidente Dilma Rousseff votou em 2006 favoravelmente à compra de 50% da polêmica refinaria. A petista era ministra da Casa Civil e comandava o Conselho de Administração da Petrobrás. Ao tentar justificar a decisão, em sua primeira manifestação pública sobre o tema no dia 18 de março, ela disse que só apoiou a medida porque recebeu “informações incompletas” de um parecer “técnica e juridicamente falho”.

A presidente diz que o material que embasou sua decisão em 2006 não trazia justamente a cláusula que obrigaria a Petrobrás a ficar com toda a refinaria. Trata-se da cláusula Put Option, que manda uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desacordo entre os sócios.

O contrato com a Astra Oil possui ainda uma cláusula Marlim, que garantia à sócia da Petrobras um lucro de 6,9% ao ano mesmo que as condições de mercado fossem adversas. Dilma diz que desconhecia também esta cláusula. Sobre a aprovação da compra, por US$ 360 milhões, de 50% da empresa – sendo que, um ano antes, a refinaria havia sido adquirida inteira pela Astra Oil por US$ 42,5 milhões – Dilma não disse nada.

O ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, atual diretor da BR Distribuidora, entrou de férias. Ele é o autor do parecer que embasou a compra da refinaria, que está sendo investigada.

Outro ex-diretor, o de abastecimento, que foi intimado a falar sobre a refinaria pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, foi preso por envolvimento em outro caso. Paulo Roberto Costa é suspeito de ter participado de operações de lavagem de dinheiro que movimentaram R$ 10 bilhões. Policiais apreenderam na casa dele R$ 720 mil em dinheiro. Segundo a polícia ele vinha destruindo provas.

O ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse que o negócio foi bom e que a cláusula é normal em negócios como esse. “É uma cláusula comum em aquisição de empresas, porque ela reflete apenas o direito de quem está comprando e de quem está vendendo, em determinadas circunstâncias, de vender para o outro. Isso é normal em operações de aquisições”, afirmou em entrevista para o jornal “Bom Dia Brasil” da Rede Globo.

O PT se enrola nas versões enquanto gerencia de forma irresponsável o patrimônio brasileiro. Para que o Brasil conheça a verdade sobre os fatos, o senador Aécio Neves defende a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o que está por trás dessa compra.

Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado Duarte Bechir (PSD) levou o assunto à discussão do plenário da casa. Para ele os equívocos do governo petista atingiram seu ápice e merecem ser investigados. “Estamos diante de um escândalo, um dos maiores registrados em nosso país. A Petrobras já coleciona prejuízos e agora o povo brasileiro tem que arcar com um rombo de R$ 1 bilhão. Este é um caso que precisa ser julgado e os responsáveis condenados” – reforçou Bechir.

Para o deputado Duarte Bechir (PSD)  os equívocos do governo petista atingiram seu ápice e merecem ser investigados.

Para o deputado Duarte Bechir (PSD) os equívocos do governo petista atingiram seu ápice e merecem ser investigados.

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