16 de agosto de 2012

Privatizações: “até que enfim a presidente resolveu adotar o modelo que eles tanto repudiaram”

Áudio: deputado Rômulo Viegas

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Demorou para o Governo Federal do PT reconhecer o verdadeiro papel das privatizações no processo de ampliação dos investimentos públicos e de desenvolvimento do país. Na última quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou um grande pacote de concessões em rodovias e ferrovias no valor de R$ 133 bilhões. A medida chegou com no mínimo dez anos de atraso, mas mostra que o modelo de gestão adotado no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) já começa a servir de modelo para a administração petista. O Governo Federal reluta, critica, acusa, mas não há como negar que datam da administração tucana os grandes avanços em infraestrutura registrados no Brasil.

Não é preciso voltar muito ao passado para lembrar que a última grande obra de duplicação feita em rodovia federal foi realizada na BR-381 (entre Belo Horizonte e São Paulo) por Fernando Henrique Cardoso por meio de parceria com a iniciativa privada. De lá para cá, nada mais foi feito e investimentos em infraestrutura passaram a ser vistos como gargalos para o desenvolvimento do Brasil.

Tendo o Governo do PT já dado provas de que não possui uma gestão planejada, as privatizações anunciadas pela presidente passam a ser a esperança de que as obras nas estradas brasileiras possam de fato sair do papel. Para o vice líder do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Rômulo Viegas (PSDB), a presença da iniciativa privada nas ações do governo será muito importante para o país. Sem essa parceria, já é visto, nada avança.

PT nega a realidade

Além do atraso em adotar o modelo de privatizações, a presidente Dilma tentou, durante o lançamento das medidas, negar que as medidas sejam privatização. Para o deputado Rômulo Viegas, a nomenclatura que o PT quer dar às concessões, neste momento, é o que menos importa. “Estamos muitos satisfeitos. Até que enfim a presidente Dilma resolveu adotar o modelo que eles tanto repudiaram, que é modelo de privatizações, concessões ou seja lá o nome que eles queriam dar”, afirmou Viegas.

Conforme anunciado pelo governo, as medidas, na prática, ainda não surtirão efeitos imediatos. Isso porque as ações integram a primeira etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), que também contempla portos, aeroportos e energia e passa para o setor privado a responsabilidade por obras de infraestrutura nos próximos 30 anos.